UM CONTO JAKATA, SOBRE A VIRTUDE DA PACIÊNCIA

 

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Os Contos Jataka são histórias das vidas passadas do Buddha, especialmente dirigidas para crianças, com valores motivados pelo amor, sabedoria, bondade. De acordo com a idade da criança, você pode ler para ela ou deixar que ela mesma leia e acompanhe as lindas ilustrações, enquanto você destaca as qualidades positivas e negativas dos personagens. Eles ensinam que tudo o que pensamos e fazemos afeta a qualidade das nossas vidas.



A Mágica da Paciência

Muito tempo atrás vivia numa floresta um búfalo selvagem. Era assustador por fora, mas bondoso por dentro. Nessa mesma floresta vivia um macaco traquinas que irritava o Búfalo todos os dias com brincadeiras de mau gosto: cutucava o Búfalo quando ele estava tirando uma soneca, tapava seus olhos para que ele escorregasse e caísse, ficava atrapalhando de propósito enquanto ele comia… O Búfalo suportava pacientemente todas as brincadeiras. Nunca machucava o macaquinho nem o assustava. Um dia, um espírito da floresta presenciou as travessuras do Macaco e ficou muito zangado.

Ó Grande Búfalo, por que agüenta esse macaco bobo? Você tem medo dele? Até os leões e os elefantes temem a sua fúria! Com estes seus cascos, você poderia fazê-lo em pedacinhos!
Espírito da floresta, respondeu o Búfalo, a raiva nunca leva à felicidade. O Macaco me faz um grande favor dando-me oportunidade de praticar a paciência. Como me sinto bem sendo paciente! A raiva não machuca meu coração e eu não machuco ninguém.

Mas se você não der uma boa lição nesse danado, suas brincadeiras só vão piorar, retrucou.
É melhor ser paciente, amigo, pois, quem sabe, isso desperte os bons sentimentos do Macaco. Embora seja travesso, ele possui bom coração. Aprendi a ser paciente pensando no Macaco. Mais cedo ou mais tarde, seu jeito lhe trará problemas. Ele fará uma brincadeira com alguém irritadiço que lhe dará o troco e que pode até bater nele. Pobre Macaco! Como ele deve ser solitário! Nenhum animal o quer por perto porque ele só usa suas qualidades más e não as boas; aplica toda sua esperteza em brincadeiras inconvenientes. Não desejo causar a ele mais infelicidade.

O Macaco, que estava escondido numa árvore ouvindo a conversa, aproximou-se do Búfalo e disse:

Eu não sabia que tinha um amigo tão bom! Nem sabia que tinha amigos! Como você é bondoso e paciente comigo! Por favor, desculpe-me pelas brincadeiras maldosas.

Se você considerar todos os seres como seus amigos, brincadeiras e provocações não poderão fazer nenhum mal, pois seu coração estará protegido pela paciência e a paciência funcionará como uma mágica!

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